O paulista, desde o século 18, dedicou-se à música. Talvez pelas influências que recebeu no seu povoamento, talvez pelo clima da vila de interior ou a localização no planalto acima do mar.
Uma música só de São Paulo vai tomando forma, a partir de meados do século 19. Assim como em várias regiões do país, os sons até então eram de cantos guaranis, de batuques com origem africana, de cantos militares do colonizador saudoso e ainda os cantos religiosos.

A influência do erudito apresentou-se lentamente aos ouvidos da cidade com músicos europeus de passagem. A imigração gradualmente trouxe variedade de sons e influências. A Itália, a França, Espanha foram dando temperos aos sons paulistas.

E no sabor de tantas línguas essa música passou a ganhar linha própria a partir de meados de 1860, antes da República e nas lutas pela Abolição da Escravatura.
O negro lamentava sua sorte com sua força do trabalho. Sendo escravo e seu som trazia as diversas influências de regiões africanas.
Formaram-se rodas de samba com batuque de excluídos e por fim saiam em blocos. Havia sons de frigideiras. Hoje terra de muitos ritmos, lugar onde shows e produções acontecem, é cidade cantada e leva suas bandas e seus artistas ao país e estrangeiro.